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Concerto para piano n.º 2 - Franz Liszt

 

O Concerto para piano n.º 2 em lá maior, S.125, é uma obra de Franz Liszt.

Concerto para piano n.º 2 - Franz Liszt


O concerto evoluiu de um primeiro manuscrito escrito entre 1839 e 1840, até uma quarta e última revisão de 1861. Liszt dedicou a peça ao seu estudante Hans von Bronsart, que a estreou sob direcção do compositor em 7 de janeiro de 1857 em Weimar.

O concerto foi orquestrado para piano solista, três flautas (uma dobrando o piccolo), dois oboés, dois clarinetes, dois fagotes, duas trompas, dois trompetes, três trombones, tuba, tímpano, tímbales e secção de cordas.

Está escrita com um único, longo movimento, dividido em seis secções ligadas por transformações de diversos temas. As secções são:

Adagio sostenuto assai
Allegro agitato assai
Allegro moderato
Allegro deciso
Marziale un poco meno allegro
Allegro animato


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Música Clássica

Os Estudos Transcendentais - Franz Liszt

 




Os Estudos Transcendentais (também conhecidos por Études d'Exécution Transcendante) são uma série de 12 Estudos escritos para Piano solo por Franz Liszt, iniciada em 1826 e completada em 1851.

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Franz Liszt (pronuncia-se Lisst), em húngaro Liszt Ferenc, (Raiding/Doborján, Reino da Hungria, 22 de outubro de 1811 — Bayreuth, 31 de julho de 1886) foi um compositor e pianista húngaro do Romantismo. Liszt foi famoso pela genialidade de sua obra, pelas suas revoluções ao estilo musical da época e por ter elevado o virtuosismo pianístico a níveis nunca antes imaginados. Ainda hoje é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos, em especial pela contribuição que deu ao desenvolvimento da técnica do instrumento.

A primeira versão desses Estudos, Étude en Douze Exercises ("Estudo em Doze Exercícios"), foi lançada em 1826, quando Liszt tinha apenas 15 anos. Em 1837, foi lançada, ao mesmo tempo, em Paris, Milão e Viena uma outra versão desses Estudos, que recebeu o nome de Douze Grandes Études. A terceira versão (a mais conhecida, gravada e executada) foi lançada em 1852 (catalogada como S139), e recebeu o nome de Estudos de Execução Transcendental, mais conhecida por Estudos Transcendentais. Foi dedicada a Carl Czerny, um dos professores de Piano de Liszt ao longo de sua vida.

A primeira versão já era uma obra desafiadora; porém a segunda versão desta obra deu um salto assustador no nível de virtuosismo (das três versões, é a mais difícil), a ponto de Liszt reconhecer que seu nível de dificuldade era tão alto que, na versão Transcendental, resolveu facilitá-los e dedicar-se mais à musicalidade deles.

Essa obra é organizada e nomeada do seguinte modo:
Estudo Transcendental Nº1 "Preludio" - Dó Maior;
Estudo Transcendental Nº2 "Molto Vivace" ou "Fusées" (fogos de artifício) - Lá Menor;
Estudo Transcendental Nº3 "Paysage" (Paisagem) - Fá Maior;
Estudo Transcendental Nº4 "Mazeppa" - Ré Menor;
Estudo Transcendental Nº5 "Feux Follets" (Fogos-Fátuos) - Si Bemol Maior;
Estudo Transcendental Nº6 "Vision" (Visão) - Sol Menor;
Estudo Transcendental Nº7 "Eroica" (Heróica) - Mi Bemol Maior;
Estudo Transcendental Nº8 "Wilde Jagd" (Caça Selvagem) - Dó Menor;
Estudo Transcendental Nº9 "Ricordanza" (Souvenir/Lembrança) - Lá Bemol Maior;
Estudo Transcendental Nº10 "Allegro Agitato" ou "Appassionata" - Fá Menor;
Estudo Transcendental Nº11 "Harmonies du Soir" (Harmonias da Tarde) - Ré Bemol Maior;
Estudo Transcendental Nº12 "Chasse-neige" (Tempestade de Neve) - Si Bemol Menor

Foi o próprio Liszt quem deu esses nomes aos Estudos (esses estão em francês), exceto os Nº2 e Nº10, deixando-os com o nome "Molto Vivace" e "Allegro Agitato", respectivamente; porém Feruccio Busoni, posteriormente, deu-lhes os nomes "Fusées" e "Appassionata", o primeiro por achar que o modo como a obra progride passa a impressão de fogos de artíficio estourando lado a lado, o segundo por possuir uma coda baseada na coda contida no final da Sonata Opus 57 "Appassionata" de Ludwig van Beethoven.

Os Estudos estão entre as peças virtuosísticas mais populares do instrumento, tendo sido gravados e apresentados em recitais por diversos pianistas, tais como György Cziffra, Boris Berezovsky, Miroslav Kultyshev, Leslie Howard, Claudio Arrau, dentre vários outros. Ainda hoje são gravados e tocados em recitais.


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