A Paixão Segundo São Mateus BWV 244 (Matthäuspassion) - Johann Sebastian Bach

A Paixão Segundo São Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum), conhecida na Alemanha pelo nome de Matthäuspassion, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de São Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de 2 horas e meia (em algumas interpretações, mais de 3 horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. São esta e a Paixão Segundo São João as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade. A Paixão segundo São Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros(5), corais, recitativos, ariosos e árias.

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A Paixão Segundo São Mateus de Bach foi escrita, provavelmente, em 1727. Apenas duas das quatro (ou cinco) composições sobre a Paixão de Cristo, que Bach escreveu, subsistiram integralmente; a outra é a Paixão Segundo São João. A obra foi apresentada pela primeira vez na Sexta-feira da Paixão de 1727 ou na Sexta-feira da Paixão de 1729 na Thomaskirche (Igreja de São Tomás) em Leipzig, onde Bach era o Kantor. Ele a revisou em 1736, apresentando-a novamente em março desse mesmo ano, incluindo dessa vez dois órgãos na instrumentação.

A Paixão segundo São Mateus não foi ouvida fora de Leipzig até 1829, quando Felix Mendelssohn apresentou uma versão abreviada em Berlim, com grande aclamação. A redescoberta da Paixão segundo São Mateus através de Mendelssohn conduziu a música de Bach — principalmente as grandes obras — à atenção pública e acadêmica que persiste até os dias atuais.

Muitos compositores escreveram composições sobre a Paixão de Cristo no século XVII. Como outras Paixões em forma de oratório, a composição de Bach apresenta o texto bíblico de Mateus, capítulos 26 e 27, de um modo relativamente simples, usando, prioritariamente, recitativos, enquanto nas árias e ariosos emprega textos poéticos, que comentam os vários eventos da narrativa bíblica.

Dois aspectos distintos da composição de Bach brotam de seus outros esforços eclesiásticos. Um deles é o formato de coro-duplo, que se origina em seus próprios motetos a coro-duplo e os muitos motetos desse tipo, escritos por outros compositores, com os quais ele iniciava rotineiramente os cultos dominicais. O outro é o uso abundante de corais, que aparece na composição padrão a 4 partes, como interpolações em árias, e como um cantus firmus em extensos movimentos polifônicos, notadamente "O Mensch, bewein dein’ Sünde groß," a conclusão do primeiro meio-movimento que essa obra tem em comum com a sua Paixão segundo São João — e o coro inicial, Kommt, ihr Tochter, helft mir Klagen, no qual o soprano in ripieno coroa a colossal edificação da tensão polifônica e harmonica, cantando um verso do coral O Lamm Gottes, unschuldig (atribuído a Nikolaus Decius (1541).

Os manuscritos remanescentes consistem de oito partituras concertate, usadas por oito solistas que também atuavam nos dois coros, umas poucas partes extras, e uma parte para o soprano in ripieno. Ao contrário da Paixão segundo São João, onde existem partes de ripieno dobrando os coros, existe pouca evidência de que se usavam cantores adicionais além dos solistas que cantavam nos coros.

A narração dos textos do Evangelho é cantada pelo tenor Evangelista em recitativo secco acompanhado apenas pelo contínuo. Solistas cantam as palavras de vários personagens, mesmo em recitativos; além de Jesus, há partes designadas para Judas, Pedro, Caifás (o sumo sacerdote), Pôncio Pilatos, mulher de Pilatos, e duas ancillae (serventes), embora nem sempre sejam cantadas por diferentes solistas. A esses "personagens" solistas são freqüentemente designadas árias além de cantarem no coro, prática nem sempre seguida pelos intérpretes modernos. Dois duetos são cantados por um par de solistas, representando dois falantes simultâneos, e um grande número de passagens para vários falantes, chamados turba (ou multidão), são cantadas por um dos dois coros. As passagens da turba não são recitativos, mas são música métrica convencional.

Os recitativos cantados por Jesus são particularmente diferentes, pelo fato de serem acompanhados não apenas pelo contínuo, mas por toda a seção de cordas da 1ª orquestra (recitativo accompagnato), usando notas longas e criando um som sustentado chamado freqüentemente de "halo" de Jesus. Apenas as palavras finais Eli, Eli, lama sabactani (Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?), são cantadas sem esse "halo".

As árias, compostas sobre os textos de Picander, são intercaladas em seções do texto do Evangelho, e são cantadas pelos solistas com uma variedade de acompanhamentos instrumentais, típicos do gênero oratório.

Os textos interpolados interpretam teológica e pessoalmente os textos do Evangelho. Muitos deles destacam o sofrimento de Cristo, como o coral "Ich bin’s, ich sollte büßen" ("Sou eu quem deveria sofrer"), a ária de contralto "Buß und Reu" (retratando o desejo de ungir Jesus com as próprias lágrimas), e a ária de baixo "Mache dich, mein Herze, rein" (oferecendo-se para sepultar Jesus). Freqüentemente refere-se a Jesus como "meu Jesus." O coro se alterna entre participar da narrativa e comentá-la como um observador externo.

Como é típico de composições sobre a Paixão,não há nenhuma menção à Resurreição em nenhum desses textos. Seguindo os passos de Anselmo de Cantuária, a crucificação em si é o ponto-final e a fonte da redenção; a ênfase é no sofrimento de Jesus. O coro canta, "livra-me dos meus temores / através do teu próprio temor e dor". O baixo, chamando-a de "doce cruz," diz "Sim, de fato esta carne e sangue em nós/ querem ser forçadas à cruz / tanto melhor será para a nossa alma, / quanto mais amarga for sentida".

O coral "O Lamm Gottes" compara a crucificação de Jesus com o sacrifício ritual de um cordeiro no Velho Testamento, como uma oferta pelo pecado. Esse tema é reforçado pelo coral final da primeira metade, "O Mensch, bewein dein’ Sünde gross"; ("Ó homem, chora teu grande pecado").

Os recitativos de Bach estabelecem, freqüentemente, o espírito de passagens específicas, destacando palavras carregadas de emoção como "crucifiquem", "matem", "chorem", com melodias cromáticas. Acordes de sétima diminuta e modulações inesperadas acompanham as profecias apocalípticas de Jesus.

Nas partes da turba, os dois coros às vezes se alternam no estilo cori spezzati e.g. ("Weissage uns, Christe") e, às vezes, cantam juntos ("Herr, wir haben gedacht"); em outros momentos, apenas um coro canta (o coro I é sempre usado para representar os discípulos) ou alternando, por exemplo, quando "alguns observadores" dizem "Ele está clamando por Elias" e "outros" dizem "Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo."

Nas árias, instrumentos obbligati são parceiros iguais das vozes. Bach usa freqüentemente madrigalismos, como em "Buß und Reu", quando as flautas começam a tocar staccato como gotas de chuva, enquanto o contralto canta sobre gotas de lágrimas caindo. Em "Blute nur", a linha melódica sobre a serpente é composta como uma melodia sinuosa.

Curiosidades:

Paul Simon baseou sua canção "American Tune" na linha melódica do coral "O Haupt voll Blut und Wunden". Essa canção é uma releitura da canção "Mein Gmuth ist mir verwirret", composta por Hans Leo Hassler.

Em março de 2005 uma performance da Paixão in Utrecht (Holanda) foi enriquecida com projeções de vídeo. Alguns excertos podem ser vistos em: http://www.imagesandmusic.nl/dhtml/Mattheus.htm

Richard Dawkins, o popular biólogo evolucionista, selecionou a Paixão como um dos seus oito Discos de uma Ilha Deserta (ref. a Desert Island Discs, um programa da BBC Radio 4, no qual os participantes são convidados a imaginar-se lançados numa ilha deserta e a escolher oito peças musicais que levariam consigo).

Lewis Thomas descreveu a Paixão segundo Mateus em seu livro "A Medusa e o Caracol" como sendo um exemplo da mente humana trabalhando integralmente.

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Música Clássica

Concerto para piano e orquestra Nº 1 em Si bemol menor - Piotr I. Tchaikovsky


O Concerto para piano e orquestra Nº 1 em Si bemol menor, op. 23, foi escrito pelo compositor Piotr I. Tchaikovsky entre novembro de 1874 e fevereiro de 1875, revisto pela primeira vez em 1879 e pela segunda vez em dezembro de 1888.

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A versão original teve sua estreia em Boston, Estados Unidos da América, dia 25 de outubro de 1875, regida por Benjamin Johnson Lang e com Hans von Bülow no piano. Tchaikovsky dedicou seu primeiro concerto para piano a Hans von Bülow.Tchaikovsky também escreveu um arranjo para dois pianos em dezembro de 1884, e reviu a obra em dezembro de 1888.

Movimentos:
  • Allegro non troppo e molto maestoso – Allegro con spirito
  • Andantino semplice – Prestissimo
  • Allegro con fuoco


Piotr Ilitch Tchaikovsky (7 de maio de 1840) — São Petersburgo, 6 de novembro de 1893) foi um compositor romântico russo tendo composto trabalhos como sinfonias, concertos, óperas, balés, música de câmara e obras para coro para as liturgias da Igreja Ortodoxa Russa. Alguns de seus trabalhos estão entre as obras mais populares dentro do repertório erudito. Ele foi o primeiro compositor russo a ter uma grande fama internacional, tendo feito aparições como maestro convidado no fim de sua carreira pelos Estados Unidos e Europa. Uma dessas apresentações foi no concerto inaugural do Carnegie Hall em Nova Iorque, em 1891. Tchaikovsky foi honrado em 1884 com uma pensão vitalícia pelo Imperador Alexandre III.

Tchaikovsky foi educado para ter uma carreira como funcionário público. Naquela época as oportunidades para ter uma carreira musical (na Rússia) estavam quase que escassas e não existia um sistema público de educação musical. Quando surgiu uma oportunidade, ele ingressou no Conservatório de São Petersburgo, onde graduou-se em 1865. Embora não faça parte do chamado Grupo dos Cinco (Modest Mussorgsky, César Cui, Nikolai Rimsky-Korsakov, Mily Balakirev e Alexander Borodin) de compositores nacionalistas daquele país, sua música se tornou conhecida e admirada por seu carácter distintamente russo, bem como por suas ricas harmonias e vivas melodias. Suas obras, no entanto, foram muito mais ocidentalizadas do que aquelas de seus compatriotas, uma vez que ele utilizava elementos internacionais ao lado de melodias populares nacionalistas russas.

Junto seu seu popular sucesso, a vida de Tchaikovsky foi puntuada pelas crises pessoais e depressão. Fatos que contribuiram para os casos foi a morte prematura de sua mãe e o colapso de sua relação com a viúva Nadezhda von Meck. Sua homossexualidade foi sempre mantida em segredo. Sua morte prematura aos 53 anos de idade é atribuída à Cólera, mas especula-se que ele possa ter vindo a se suicidar..

Embora não faça parte do chamado Grupo dos Cinco (Mussorgsky, César Cui, Rimsky-Korsakov, Balakirev e Borodin) de compositores nacionalistas daquele país, sua música se tornou conhecida e admirada por seu carácter distintamente russo, bem como por suas ricas harmonias e vivas melodias. Suas obras, no entanto, foram muito mais ocidentalizadas do que aquelas de seus compatriotas, uma vez que ele utilizava elementos internacionais ao lado de melodias populares nacionalistas russas. Tchaikovsky, assim como Mozart, é um dos poucos compositores aclamados que se sentia igualmente confortável escrevendo óperas, sinfonias, concertos e obras para piano.

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Música Clássica

Le carnaval des animaux - Camille Saint-Saëns


Camille Saint-Saëns (Paris, 9 de outubro de 1835 – Argel, 16 de dezembro de 1921) foi um compositor, pianista e organista francês.

O Carnaval dos Animais, em francês: Le carnaval des animaux, é uma peça para dois pianos e orquestra do compositor francês Camille Saint-Saëns composta em Fevereiro de 1886, quando o compositor passava férias na Áustria.

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O compositor não permitiu que a obra fosse publicada durante a sua vida, pois temia que ela arruinasse sua reputação de "compositor sério". A obra foi publicada apenas após a sua morte (com exceção do movimento O Cisne que por ter caráter mais sério foi publicado durante a sua vida).

A suíte é composta por 14 movimentos (13 descritivos às personagens, e o Finale).

I - Introdução e Marcha Real do Leão (Introduction et marche royale du lion)
II - Galinhas e Galos (Poules et coqs)
III - Antílopes (animais velozes) (Hémiones (animaux véloces))
IV - Tartarugas (Tortoises)
V - O Elefante (L'éléphant)
VI - Cangurus (Kangourous)
VII - Aquário (Aquarium)
VIII - Burros (Personnages à longues oreilles)
IX - O cuco nas profundezas dos bosques (Le coucou au fond des bois)
X - Pássaros (Volière)
XI - Pianistas (Pianistes)
XII - Fósseis (Fossils)
XIII - O Cisne (Le cygne)
XIV - Maestro (Final) (Finale)

O seu pai morreu quando ele tinha apenas quatro meses de idade, e Camille foi criado por sua mãe e tia. Como havia um piano na casa, aos dois anos e meio de idade o rapaz já gostava de brincar com as teclas, e em pouquíssimo tempo já tocava pequenas melodias sem ter sido ensinado por ninguém. A sua mãe e a sua tia deram-lhe as primeiras lições de teoria musical.

Aos 7 anos de idade, já escrevia pequenas peças. Recebeu lições de piano de Camille Stamaty e Alexandre Boëly, e de harmonia Pierre Maleden e aos 10 anos já conseguia tocar algumas das peças mais difíceis de Mozart e Beethoven.

Apresentou-se em público pela primeira vez na Sala Pleyel, em Paris, a 6 de maio de 1846, sem ter completado ainda 11 anos de idade. Na ocasião, tocou o 3° concerto de Beethoven e o n° 15 de Mozart, para o qual escreveu sua própria cadência. Aos 13 anos de idade, entrou para o Conservatório de Paris, onde estudou Órgão instrumento musical com Benoist, contraponto e fuga com Jacques Fromental Halévy.

Para auxiliar a família, tocava órgão na Igreja de St. Merry, e em 1857 obteve o cargo de organista na Igreja da Madeleine, cargo esse que ocuparia por 20 anos. Aos 25 anos já era famoso na Europa inteira como pianista e compositor, tendo escrito três sinfonias, um concerto para violino, peças de música sacra.
Travou amizade com Liszt, que, ao vê-lo improvisando ao órgão de Madeleine, classificou-o como "o maior organista do mundo". Saint-Saens conhecia música profundamente, familiarizado com as obras dos grandes compositores europeus antigos e modernos.

Saint-Saens gostava muito de viajar. Movido por impulsos súbitos, fazia excursões repentinas às partes mais distantes do planeta, dava-lhe prazer conhecer lugares exóticos. Visitou a Espanha, as Canárias, o Sri Lanka|Ceilão, a Vietnã|Indochina, o Egito, esteve várias vezes na América. Deu concertos no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1899, com a colaboração de Luigi Chiafarelli, uma figura de destaque no ambiente musical brasileiro. Visitou também San Francisco na Califórnia. 

A morte veio colhê-lo numa cama de hotel em Argel, na Argélia, dia 16 de dezembro, 1921. "Acredito que agora chegou mesmo o meu fim", murmurou, e fechou os olhos para sempre. Já fazia tempo que este homem feliz desejava a morte secretamente.

A obra de Camille Saint-Saens é imensa: sinfonias, concertos para violoncelo, piano e violino, peças para órgão, música vocal e instrumental, sacra e profana. Entre as peças mais conhecidas deste compositor, podemos citar: o Concerto para violino nº3 em si menor (op. 61), a "Danse Macabre", Introdução e Rondò Capriccioso para violino e orquestra (uma peça extremamente brilhante para o violino), o Carnaval dos Animais.
Saint-Saens compôs várias óperas, mas somente uma delas é tida pela posteridade como uma obra prima imortal: Sansão e Dalila.

Uma amostra da riqueza das suas composições pode ser admirada nas telas de cinema: no primeiro dos filmes do porquinho Babe, o 4º e último movimento da Sinfonia nº3 "Órgào" serve de fundo para a cena do fazendeiro, que canta uma versão inglesa para a belíssima melodia, chamada "If I Had Words".

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Música Clássica

Rhapsody in Blue - George Gershwin


Rhapsody in Blue é uma composição de George Gershwin que combina elementos de música clássica e do jazz.

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Em 1924, a convite do maestro Paul Whiteman, Gershwin concebeu sua composição mais celebre. O artista hesitou muito devido a polêmica que seu estilo, misturando elementos de jazz e música erudita, já vinha causando desde seu primeiro sucesso, a canção Swanee interpretada por Al Jonson no musical Simbad. Mas apesar dos receios aceitou a tarefa. Daí nasceria a famosa Rhapsody in Blue. As discussões em torno da obra só seriam superadas pelas da ópera Porgy and Bess onde o autor aborda temas raciais de forma radical para a época.

Na primeira apresentação pública de Rhapsody in Blue estavam presentes como ouvintes nomes como Stravinsky, Rachmaninov e Leopold Stokowski.

A composição foi utilizada no filme Disney, Fantasia 2000. Durante sua apresentação era mostrada a vida de diferentes pessoas e suas proprias dificuldades em forma de animação.

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Música Clássica

Trois Gymnopedies - Erik Satie


As Gymnopédies são três composições para piano escritas pelo francês Erik Satie, publicadas em Paris a partir de 1888.

Curtas e atmosféricas, as peças são compostas em 3/4, cada uma compartilhando um tema e uma estrutura comum. Coletivamente, elas são consideradas precursoras da música ambiente moderna – peças calmas mas excêntricas que, quando compostas, desafiaram a tradição clássica. As melodias usam dissonâncias deliberadas mas amenas contra a harmonia, produzindo um efeito melancólico que combina com as instruções de execução, que são tocar cada peça lentamente, dolorosamente.

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Erik Satie

A partir da segunda metade do século XX, as obras foram erroneamente descritas como parte da música de mobília, provavelmente devido à interpretação de John Cage a elas.

O trabalho foi baseado na poesia de J.P. Contamine de Latour (1867–1926), que escreveu Les Antiques ("O Antigo"), um poema com as seguintes linhas:

Oblique et coupant l'ombre un torrent éclatant
Ruisselait en flots d'or sur la dalle polie
Où les atomes d'ambre au feu se miroitant
Mêlaient leur sarabande à la gymnopédie

A conotação exata de Contamine no uso do termo gymnopédie é incerta. Pode se referir à dança, dada a menção anterior à sarabanda. Ou antiguidade, dado o título do artigo. Ou ainda nudez, apesar de palavras como "gymnastique" (ginástica) e "gymnase" (ginásio) baseadas na mesma palavra para nudez (γυμνός - "gymnos") serem comuns naquela época, ainda que sem referência à nudez propriamente dita.

As Gymnopédies são as primeiras composições em que Satie tentou se desvencilhar do ambiente da música de salão de seu pai e de sua madrasta. Em setembro de 1887 ele compôs três sarabandas (Trois Sarabandes), referenciando La Perdition de Contamine, que conhecia pessoalmente. Aparentemente, o compositor já usava o termo gymnopédiste antes de escrever a obra.

A composição das Gymnopédies começou dois meses após, completadas em abril de 1888. Em agosto, Gymnopédie nº 1 foi publicada, acompanhada dos versos de Contamine supracitados. Entretanto, é incerto se o poema foi escrito antes da música. Num momento posterior do mesmo ano foi publicada Gymnopédie nº 3. Entretanto, a publicação de Gymnopédie nº 2 aconteceu somente sete anos depois.

Ao fim de 1896, a popularidade de Satie estava em declínio, assim como sua situação financeira. Claude Debussy, cuja popularidade estava em alta na época, ajudou a popularizar o trabalho do seu amigo. Ele acreditava que Gymnopédie nº 2 não deveria ser orquestrada, e portanto orquestrou em fevereiro de 1897 somente a primeira e a terceira, em ordem inversa:

Gymnopédie nº 1 (para piano, por Satie) → Gymnopédie nº 3 (para orquestra, por Debussy)
Gymnopédie nº 3 (para piano, por Satie) → Gymnopédie nº 1 (para orquestra, por Debussy)

A partitura foi então publicada em 1898.


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Sinfonia Nº. 9 em Mi menor (Op. 95) - Sinfonia do Novo Mundo - Antonín Dvořák



A Sinfonia Nº. 9 em Mi menor (Op. 95), popularmente conhecida como Sinfonia do Novo Mundo, é uma sinfonia do compositor checo Antonín Dvořák. A obra foi composta no ano de 1893 quando Dvořak estava nos Estados Unidos e é a sinfonia mais conhecida do autor.

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Antonín Leopold Dvořák (Nelahozeves, 8 de setembro de 1841 — Praga, 1 de maio de 1904) foi um compositor Tcheco do período romântico que usou nas suas obras muitas melodias populares da Morávia e da sua Boémia natal. Seus trabalhos incluem óperas, sinfonias, coros e música de câmara. Dentre suas obras mais conhecidas estão a Sinfonia nº9 "Do Novo Mundo", as Danças Eslavas, o Quarteto de Cordas "Americano" e Concerto para Violoncelo em Si menor.

A Nona Sinfonia foi criada em 1892 no período em que o compositor estava nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que estava encantado com o novo lugar sentia saudades de sua terra. Essa confusão fica explícita na Nona Sinfonia op.95 quando temas americanos dialogam com os eslavos e a obra ganha um tom trágico, o que mostra a escolha de uma tonalidade menor (mi menor) para ser a base da sinfonia.A obra estreou em 1893 no Carnegie Hall de Nova York em comemoração do aniversário da conquista do novo mundo, fato que deu nome à obra.

1. Adagio, Allegro Molto - 13 min
2. Largo - 16 min
3. Scherzo: Molto vivace - 7.5 min
4. Allegro con fuoco - 13 min

O primeiro movimento começa com um Adagio curto que expõe os temas e motivos da sinfonia. No Allegro Molto os temas são variados e novos motivos surgem. A obra é bastante rápida e viva diferentemente do Adagio.

Segundo Movimento: O Largo é tranquilo e doce, destacam-se o corne-inglês, a flauta e o oboé -esses dois quase sempre em pianíssimo- as cordas fazem a harmonia e terminam expondo o primeiro tema do movimento.

Terceiro Movimento: Esse Scherzo de início parece até um plágio da Nona Sinfonia de Beethoven, mas depois se converte em uma inegável obra de Dvorák. Depois do Scherzo entra o Poco sostenuto cujo o tema principal é derivado do Largo. Depois reaparece o Scherzo descendo até pianíssimo para terminar num acorde fortíssimo da orquestra.

Quarto Movimento: O Allegro con Fuoco é quase um pot-pourri de todos os temas da sinfonia. Esse movimento é o mais importante porque dá unidade à obra. Ele copiou totalmente ou parafraseou todos os temas nesse movimento, que é quase um resumo da sinfonia.


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Die Walküre - A Cavalgada das Valquírias - Richard Wagner



Cavalgada das Valquírias (em alemão: Walkürenritt) é o termo popular da Europa para o início do ato III da ópera Die Walküre (A Valquíria) de Richard Wagner. O tema principal da cavalgada, o leitmotiv Walkürenritt foi escrito originalmente em 23 de julho de 1851. Um esboço preliminar da composição foi composta em 1854 como parte da composição de toda a ópera, que foi completamente orquestrada no início de 1856. Junto com o coro nupcial de Lohengrin, Cavalgada das Valquírias é uma das obras mais conhecidas de Wagner, destacada parcialmente por suas referências na cultura popular, sendo usada como um estereótipo da Grand Ópera.

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Wilhelm Richard Wagner (Leipzig, 22 de maio de 1813 — Veneza, 13 de fevereiro de 1883) foi um maestro, compositor, diretor de teatro e ensaista alemão, primeiramente conhecido por suas óperas (ou "dramas musicais", como ele posteriormente chamou). As composições de Wagner, particularmente essas do fim do período, são notáveis por suas texturas complexas, harmonias ricas e orquestração, e o elaborado uso de Leitmotiv: temas musicais associados com caráter individual, lugares, ideias ou outros elementos. Por não gostar da maioria das outras óperas de compositores, Wagner escreveu simultaneamente a música e libreto, para todos os seus trabalhos.

Inicialmente estabeleu sua reputação como um compositor de trabalhos como Der fliegende Holländer e Tannhäuser, transformando assim as tradições românticas de Carl Maria von Weber e Giacomo Meyerbeer em um pensamento operístico de seu conceito de Gesamtkunstwerk. Isso permitiu atingir a síntese de todas as artes poéticas, visuais, musicais e dramáticas e foi anunciada uma série de ensaios entre 1849 e 1852. Wagner percebeu esse conceito mais plenamente na primeira parte do monumental ciclo de quarto partes da ópera Der Ring des Nibelungen. Entretanto, seus pensamento sobre a importância da música e drama mudaram novamente e ele reintroduziu algumas formas tradicionais da ópera em seu último estágio de trabalhos, incluindo Die Meistersinger von Nürnberg.

Wagner foi o pioneiro em avanços da linguagem musical, tais como o cromatismo extremo e a rápida mudança dos centros tonais, que muito influenciou no desenvolvimento da música erudita europeia. Sua ópera Tristan und Isolde é algumas vezes descrita como um marco do início da música moderna. A influência de Wagner vai além da música, é também sentida na filosofia, literatura, artes visuais e teatro. Ele teve sua própria casa de ópera, o Bayreuth Festspielhaus. Foi nessa casa que Ring e Parsifal tiveram suas premières mundiais e onde suas obras mais importantes continuam a ser produzidas até hoje, em um festival anual dirigido por seus descendentes. Sua extensa obra sobre música, drama e política tem atraído extensos comentários, em recentes décadas, especialmente onde existe o conteúdo anti-semita.

Wagner conquistou tudo isso, apesar de viver até suas últimas décadas em exílio político, amores turbulentos, pobreza e fuga de seus credores. O impacto de suas ideias pode ser sentido em muitas artes do longo de todo o século XX.

Cavalgada das Valquírias é provavelmente mais conhecida por seu uso no filme Apocalypse Now (1979) na cena em que um esquadrão de helicópteros atacam uma vila vietnamita. Desde então, tem sido usada em diversos filmes, jogos eletrônicos e comerciais. Exemplos de uso incluem Valkyrie (2009), Lord of War (2005), Casper (1995), 8½ (1963) e The Birth of a Nation (1915).


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Música Clássica

Cello Suites - Johann Sebastian Bach


Johann Sebastian Bach foi um compositor, cantor, maestro, professor, organista, cravista, violista e violinista da Alemanha.Nascido em uma família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram a de Kantor da Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira. Absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco.

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Sua habilidade ao órgão e ao cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e se tornou legendária, sendo considerado o maior virtuose de sua geração e um especialista na construção de órgãos. Também tinha grandes qualidades como maestro, cantor, professor e violinista, mas como compositor seu mérito só recebeu aprovação limitada e nunca foi exatamente popular, ainda que vários críticos que o conheceram o louvassem como grande. A maior parte de sua música caiu no esquecimento após sua morte, mas sua recuperação iniciou no século XIX e desde então seu prestígio não cessou de crescer. Na apreciação contemporânea Bach é tido como o maior nome da música barroca, e muitos o vêem como o maior compositor de todos os tempos, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu gênero. Entre suas peças mais conhecidas e importantes estão os Concertos de Brandenburgo, o Cravo Bem-Temperado, as Sonatas e Partitas para violino solo, a Missa em Si Menor, a Tocata e Fuga em Ré Menor, a Paixão segundo São Mateus, a Oferenda Musical, a Arte da Fuga e várias de suas cantatas.

As suas Seis Suítes para violoncelo solo BWV 1007-1012 gozam da mesma estima, representando o ápice da escrita para violoncelo do período Barroco, embora não formem uma unidade tão coesa quanto a coleção para violino. Foram compostas provavelmente para o gambista da corte de Köthen, Christian Abel. Cinco delas exigem um instrumento convencional de quatro cordas, e uma delas é para um instrumento de cinco cordas. Todas seguem um mesmo modelo, com uma sequência de danças após um prelúdio, que no caso da suíte 5 é uma abertura francesa, com uma seção fugal.Também escreveu uma obra para flauta, a Partita para flauta solo BWV 1013, de grande dificuldade técnica. Bach parece ter levado em pouca conta a necessidade de respirar do executante e escreveu música que flui ininterruptamente, sugerindo que a peça foi composta originalmente para outro instrumento.


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Piano Sonata no. 11 in A - Wolfgang Amadeus Mozart



A Sonata para Piano No. 11 in A major, K. 331 composta por Wolfgang Amadeus Mozart é uma sonata em 3 (três) movimentos:

  • Andante grazioso - um tema com 6 variações variações
  • Menuetto - um minueto e trio
  • Alla Turca: Allegretto
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Não se sabe ao certo onde e quando Mozart compôs essa sonata - em Viena ou Salzburgo por volta de 1783 é o que seja mais provável. O último movimento, Alla Turca ou popularmente conhecido como Marcha Turca é também ouvido separadamente, e é um dos trabalhos mais conhecidos de Mozart. Ela imita o som das bandas Janízaras Turcas, a música que estava em moda naquele tempo. Vários outros trabalhos tentavam imitar essa música, incluindo a própria ópera de Mozart O Rapto do Serralho.

Relações com composições posteriores:


  • O tema do primeiro movimento foi usado por Max Reger em um de seus trabalhos mais conhecidos, Variations and Fugue on a theme of Mozart (1914) para orquestra;
  • O músico de Jazz Dave Brubeck nomeou seu próprio trabalho influencidado pela música turca com um título parecido, Blue Rondo à la Turk em Time Out (1959);
  • Arcadi Volodos gravou sua própria adaptação virtuosa para piano da Marcha Turca em seu primeiro álbum em Piano Transcriptions (1997);
  • A Alla Turca é destaca em guitarra elétrica na introdução da música Play With Me da banda Extreme;
  • MC Plus+ usou a Marcha Turca em sua música Computer Science for Life.
  • A música "Rondó Alla Turca" (o terceiro movimento, Alla Turca, desta sonata para piano de Mozart, conhecida também como "Marcha Turca"), foi usada no filme "As Férias do Mr. Bean".



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Bachiana brasileira n° 5 - Heitor Villa-Lobos


Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de março de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um maestro e compositor brasileiro. Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que enaltecem o espírito nacionalista, ao qual incorpora elementos das canções folclóricas, populares e indígenas.

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Bachianas brasileiras é uma série de nove composições de Heitor Villa-Lobos escritas entre 1930 e 1945. Nesse conjunto, escrito para formações diversas, Villa-Lobos fundiu material folclórico brasileiro (em especial a música caipira) às formas pré-clássicas no estilo de Bach, intencionando construir uma versão brasileira dos Concertos de Brandemburgo. Esta homenagem a Bach também foi feita por compositores contemporâneos como Stravinski. Todos os movimentos das Bachianas, inclusive, receberam dois títulos: um bachiano, outro brasileiro. São trechos famosos de Bachianas a Tocata (O Trenzinho do Caipira), quarto movimento das n° 2; a Ária (Cantilena), que abre as de n° 5; o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho), ambos nas n° 4.


Bachianas brasileiras n° 5 para soprano e oito violoncelos (1938-1945):

Provavelmente o trabalho mais popular do compositor, tendo sido a mais gravada fora do Brasil, é dividida em dois movimentos:


  • Aria (Cantilena) - Adagio

Foi dedicada a Arminda Villa-Lobos. A letra deste movimento é de Ruth Valadares Corrêa, e a composição possui semelhanças com obras como a "Ária" de Bach e o "Vocalise" de Rachmaninov. Ruth Valadares também foi a cantora do movimento durante sua estréia em 1939, sob condução do próprio Villa-Lobos.

  • Dança (Martelo) - Allegretto

A letra deste movimento é de Manuel Bandeira, apresentada em 1945. Dois anos mais tarde, estreou em Paris.



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Die Zauberflöte - A Flauta Mágica - Wolfgang Amadeus Mozart




Die Zauberflöte KV 620 (em português "A Flauta Mágica") é uma ópera em dois atos de Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto alemão de Emanuel Schikaneder. Estreou no Theater auf der Wieden em Viena, no dia 30 de setembro de 1791.

Schikaneder era companheiro de loja maçônica de Mozart. À época, por influência da Revolução Francesa, a maçonaria adquiria simpatizantes ao mesmo tempo que era perseguida. A ópera mostra a filosofia do Iluminismo. Algumas de suas árias tornaram-se muito conhecidas, como o dueto de Papageno e Papagena, e as duas árias da Rainha da Noite. Os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa transparecem em vários momentos na ópera, por exemplo quando o valor de Tamino, protagonista da história, é questionado por ser um príncipe, e que por tal motivo talvez não conseguisse suportar as duras provas exigidas para entrar no templo. Em sua defesa, Sarastro responde: "mais que um príncipe, é uma pessoa".

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A Flauta Mágica foi produzida no século XVIII, período histórico em que a linha de pensamento do homem sofria uma mudança radical através do Iluminismo, ideologia que defendia o fim das superstições medievais cultivadas pela Igreja durante a Idade Média e a valorização de uma visão de mundo racional, em que a sabedoria aparece como única possibilidade de justiça e igualdade entre os homens, o que imediatamente coloca em xeque as relações de poder e subordinação da sociedade da época e a legitimidade dos aristocratas e das tiranias.

Nesse contexto, A Flauta Mágica apresenta-se como uma ópera de formação e como uma alegoria para as provações pelas quais o homem precisa passar para sair das trevas do pensamento medieval em direção da luz iluminista. Assim, as principais personagens Tamino e Pamina enfrentam os obstáculos impostos pelos membros do Templo da Sabedoria para juntos, ao final da ópera, encontrarem a realização plena e a união ideal.

Em sua jornada, o casal conta com a ajuda de Sarastro, soberano que simboliza o homem racional que detém o poder por sua sabedoria – não pela força – e que é capaz de ser sempre justo com qualquer cidadão que busque seus conselhos. Sarastro não é a resposta para a sabedoria, mas o caminho para se chegar até ela, ao guiar o homem em sua jornada pessoal em busca da autonomia e liberdade de pensamento. Nesse sentido o personagem entra em contraste direto com a Rainha da Noite, a vilã da história que figura como tudo aquilo condenado pelo Iluminismo: a superstição, a irracionalidade, a aristocracia, a tirania e a subordinação tanto social quanto intelectual, ao ditar tudo o que seus inferiores devem ou não pensar e fazer.

A ópera também apresenta influência dos ideais da sociedade maçônica(maçonaria- religião) – da qual se sabe que Mozart e Schikaneder faziam parte –, principalmente no que diz respeito ao ritual de iniciação pela qual passam Tamino e Pamina, composto de diversas provas (tal qual o ritual de iniciação maçônico) que testam o amor e a persistência do casal, recebido sob as bênçãos de toda a fraternidade do Templo da Sabedoria ao final da história.



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Nota

Oi pessoal! Tudo bem? Fiquei surpreso hoje com a quantidade de visitas que o blog teve, e quando fui verificar vi que vieram devido a uma indicação da página do Facebook Vida de Músico. Fico muito agradecido e feliz pelos administradores da página terem chegado até o blog e recomendado. =)

Bom, como devem ter percebido, o blog se chama 100 músicas clássicas para ouvir online e ainda não tem as 100! E nem são todas "clássicas", do período clássico. Na verdade são 100 música eruditas, para usarmos uma nomenclatura mais correta. Ainda faltam muitas e o blog é um site dinâmico que vai crescendo aos poucos. Se alguém tiver alguma sugestão pode deixar um comentário no link sugestões, ou mesmo em qualquer outro link! Comentem à vontade e não se esqueçam de curtir!

100 melhores músicas clássicas para ouvir online

Noturno in C-sharp minor, Op. posth No.16 - Frédéric François Chopin


Frédéric François Chopin também chamado Fryderyk Franciszek Chopin (Żelazowa Wola, 1 de Março de 1810 — Paris, 17 de Outubro de 1849) foi um pianista polonês radicado na França e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.


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Noturnos para piano:

Na sua forma mais conhecida, como uma peça de caráter geralmente composta para piano solo, o noturno foi cultivado principalmente no século XIX. Os primeiros noturnos que levaram este título específico são os do compositor irlandês John Field, geralmente considerado como o pai do noturno romântico que caracteristicamente apresenta uma melodia cantante sobre um acompanhamento arpegiado. Os noturnos de Field foram compostos entre 1812 e 1836, sendo que versões mais antigas eram intituladas Romance. Suas melodias traduziam para o piano a cantilena da ópera italiana e a escrita idiomática tira proveito do desenvolvimento do piano, em especial do pedal de sustentação, que permitiu Field expandir o acompanhamento da mão esquerda além do baixo de Alberti. Entretanto, o mais famoso representante desta forma foi Frédéric Chopin, que escreveu 21 noturnos. O Noturno em Mi bemol maior, op. 9 no. 2 é o mais conhecido destes, e o que mais se assemelha aos noturnos de Field. Entretanto, Chopin imprimiu aos seus noturnos uma intensidade dramática maior, e desenvolveu um vocabulário harmônico mais sofisticado complementado por uma textura de acompanhamento que evidenciava uma maior complexidade contrapontística.


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Brandenburg Concerto No. 6 In B Major - Johann Sebastian Bach




O último concerto da série foi escrito para uma combinação de instrumentos de cordas que é incomum de diversas maneiras. Primeiramente, ele não usa violinos. Em segundo, os instrumentos solos — duas violas da braccio e um cello — e os instrumentos de acompanhamentos — duas violas da gamba e um cravo — são incomuns para Bach.

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As duas violas começam o primeiro movimento com um vigoroso tema em um cânone, e enquanto o movimento progride, os outros instrumentos gradualmente entram na aparentemente ininterrupta invenção melódica, que mostra o domínio do compositor na polifonia

Movimentos: 
  • (Allegro)
  • Adagio ma non troppo
  • Allegro
Johann Sebastian Bach foi um compositor, cantor, maestro, professor, organista, cravista, violista e violinista da Alemanha. Nascido em uma família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram a de Kantor da Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira. Absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco.


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